quinta-feira, 29/10/2026

Supertufão Champi apresenta ventos de 296 km/h e forma olho considerável no Pacífico

O tufão Champi, que se formou no Oceano Pacífico, impressionou meteorologistas ao alcançar ventos sustentados de até 296 km/h, caracterizando-se como um supertufão. Essa tempestade, que já foi classificada como um furacão de categoria…

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O tufão Champi, que se formou no Oceano Pacífico, impressionou meteorologistas ao alcançar ventos sustentados de até 296 km/h, caracterizando-se como um supertufão. Essa tempestade, que já foi classificada como um furacão de categoria 5, apresentou uma notável mudança em seu olho, a região de calma no centro da tempestade, o que levanta questões sobre a dinâmica de ciclones tão poderosos.

Conforme reportado pelo Centro Conjunto de Alerta de Tufões dos Estados Unidos (JTWC), a intensidade do Champi foi registrada na última terça-feira, 20 de setembro. Na mesma data, a pressão atmosférica no seu núcleo foi medida em 895 hPa, um indicativo claro da força extrema que o ciclone alcançou. Embora tenha começado a perder força nesta quarta-feira, 21, o Champi ainda mantém ventos significativos enquanto se dirige para a área entre Taiwan e o sul do Japão.

Durante sua passagem próxima à ilha de Guam, o olho do tufão apresentava apenas 8 a 10 quilômetros de largura, mas esse número cresceu para aproximadamente 56 quilômetros em um curto espaço de tempo. Essa alteração no tamanho do olho se deve a uma reorganização interna comum a tempestades em sua magnitude, onde novas faixas de nuvens se formam e podem eventualmente substituir a estrutura anterior, resultando em um olho mais amplo e, temporariamente, ventos menos intensos.

O fenômeno chamou a atenção não apenas pela velocidade do vento, mas também pela peculiaridade de um ciclone tão forte ter um núcleo tão grande. Especialistas em meteorologia especularam sobre a possibilidade de o Champi estar se aproximando de um limite de força para tufões desse porte, embora essa afirmação não tenha sido confirmada oficialmente pelo JTWC ou pela Agência Meteorológica do Japão (JMA).

Enquanto o mundo observa a trajetória do Champi, a conversa em torno da força e da estrutura de tufões se intensifica, refletindo a contínua fascinação e preocupação com os efeitos das mudanças climáticas sobre esses fenômenos naturais extremos.