quinta-feira, 29/10/2026

Ministro apura possíveis causas criminosas para incêndios na região amazônica

Um cenário alarmante se desenrola na região do Rio Urubu, em Itacoatiara, no interior do Amazonas, onde incêndios de grandes proporções têm gerado preocupação e incertezas. O governo federal, sob a liderança do ministro…

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Um cenário alarmante se desenrola na região do Rio Urubu, em Itacoatiara, no interior do Amazonas, onde incêndios de grandes proporções têm gerado preocupação e incertezas. O governo federal, sob a liderança do ministro do Meio Ambiente, João Paulo Capobianco, investiga a possibilidade de uma “ação criminosa deliberada” por trás do aumento significativo nos focos de incêndio, que quase dobraram em relação ao mesmo período do ano passado.

Desde o início deste mês, o Amazonas já contabiliza 1.608 focos de queimadas, uma cifra alarmante considerando que em todo outubro de 2025 foram registrados apenas 874. Com a fumaça cobrindo Manaus, a situação se agrava, afetando diretamente a qualidade do ar na capital amazonense, onde a administração local já decidiu fechar escolas públicas em resposta ao problema.

Capobianco, após sobrevoar as áreas afetadas, observou “centenas” de focos em regiões de floresta preservada, distantes das áreas agrícolas, o que sugere que as queimadas não são resultado de práticas agrícolas comuns, mas sim de uma ação orquestrada para promover a degradação ambiental e a ocupação ilegal de terras. O ministro levantou a hipótese de uma conexão com o período eleitoral, apontando que alguns políticos têm utilizado a situação em suas campanhas, o que torna essa linha de investigação ainda mais pertinente.

O governador reeleito de São Paulo, Tarcísio de Freitas, criticou a gestão atual, atribuindo a responsabilidade pela situação à suposta negligência do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na tentativa de conter o avanço das chamas, o governo federal mobilizou 11 aeronaves e cerca de 300 brigadistas, com a expectativa de que a situação melhore em breve.

Embora os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) apontem que o desmatamento na Amazônia caiu pela metade entre 2022 e 2025, os números atuais de queimadas são comparáveis aos níveis mínimos históricos do ano passado, levando a um impasse entre os avanços e os retrocessos na preservação da floresta. O fenômeno climático El Niño também lança uma sombra de incerteza sobre a região, intensificando as temperaturas e as secas.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — Alexas_Fotos (pixabay)