quinta-feira, 29/10/2026

Apenas um quarto das áreas globais previstas para restauração ambiental apresenta iniciativas em andamento, aponta ONU

Uma nova avaliação da ONU destaca a urgência da recuperação de ecossistemas degradados em todo o mundo, com um foco especial nas florestas, rios e áreas costeiras. Embora haja um movimento crescente em direção…

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Uma nova avaliação da ONU destaca a urgência da recuperação de ecossistemas degradados em todo o mundo, com um foco especial nas florestas, rios e áreas costeiras. Embora haja um movimento crescente em direção à restauração, os dados revelam que apenas 25% da área prometida para recuperação até 2030 está efetivamente em processo de restauração.

Durante a 17ª Conferência das Nações Unidas sobre Biodiversidade (COP17), realizada em Yerevan, na Armênia, o relatório foi apresentado como um marco na análise do progresso global em relação às promessas de restauração ambiental. Com uma meta ambiciosa de restaurar um bilhão de hectares, a ONU informa que, até agora, apenas uma fração desse objetivo foi alcançada.

A diretora-executiva do Pnuma, Inger Andersen, enfatizou a importância do momento histórico, mas também reconheceu que o ritmo atual de recuperação está aquém do necessário. “Estamos testemunhando o surgimento de um dos maiores movimentos em defesa da natureza de que se tem registro. No entanto, ainda não estamos recuperando a natureza na escala nem na velocidade necessárias”, afirmou.

O relatório também analisa o cumprimento das diretrizes estabelecidas no Marco Global de Biodiversidade de Kunming-Montreal, que estipula que pelo menos 30% dos ecossistemas degradados devem estar sob restauração efetiva até 2030. Para atingir esse objetivo, as ações de recuperação precisam ser triplicadas, segundo a ONU.

Dos 252 milhões de hectares atualmente em recuperação, a maioria está em áreas terrestres, com florestas liderando o caminho. A China destaca-se com a maior área em restauração, representando uma contribuição significativa para os esforços globais. No entanto, o cenário é mais desolador para os ecossistemas aquáticos, onde apenas 4,5% da meta para 2030 foi atingida.

A falta de financiamento também é um obstáculo importante, com a ONU estimando que seriam necessários cerca de US$ 296 bilhões anualmente para atender às demandas de restauração. Em contrapartida, o investimento atual gira em torno de US$ 64 bilhões. Essa lacuna financeira levanta preocupações sobre a viabilidade das iniciativas de recuperação e a necessidade urgente de soluções sustentáveis.

Ademais, o relatório sugere que a restauração de ecossistemas pode não apenas combater a degradação ambiental, mas também criar milhões de empregos e melhorar a disponibilidade de água, além de ser uma estratégia eficaz para mitigar os impactos das mudanças climáticas. A luta pela recuperação do planeta é, portanto, uma questão de sobrevivência que demanda ações imediatas e efetivas.